
(Algum) 18 de junho, quarta-feira.
Hoje acordei por volta das 6 horas. Era frio. Mateamos, Marvyn, tio Ranieri e eu, até quase 7 horas. Saí de casa para fazer volteios de bóia para os bichos junto com o Marvyn. O tio tomava seu café p/ ir trabalhar. O campo era branco, o pasto, a chilca, o topete dos piques e do mato eram de gelo. Tínhamos idéia de sair pro campo antes do café, mas, se nem o sol se animava a sair de sua cama é porque fazia frio mesmo.
Bueno, tomamos café, encilhamos e saímos. A geada ainda estava longe de levantar e entre a chilca encharcada eu tinha a impressão de haver esquecido os dois pés, aliás, eu tinha quase certeza de tê-los perdido por ali.
Juntamos o gado e as ovelhas. Ficaram faltando quatro das lanudas matreiras. Tínhamos que dosar a Nenê, vaca que era do leite, a qual sustentava miles de carrapatos sobre o couro enfraquecendo-a cada vez mais, logrando-lhe o sangue e a vontade de viver.
Marvyn deu de mão no laço, acomodou-o, armada e rodilhas, e atiçou sua fome fazendo suas tripas de tentos roncarem no vento cada vez que o reboleava. Mandou a corda. Esta achou exatamente o que procurava nas aspas da Jersey-azebuada. Agarrei junto o laço. Tentamos remedia-la na mangueira, porém, por não saber que lhe trazíamos a solução para um de seus maiores problemas, achou que éramos mais um e não nos deixou aplicar a vacina. O sistema acabou tomando traços mais rudes, mais brutos. Levamo-la, meio de arrasto, meio cabresteando, com o laço numa ponta digerindo as aspas do animal e em seu meio por nós agarrado e passado em um lado da cintura, até o palanque, onde, ao não nos entender ainda, tivemos que derruba-la. Seus olhos eram puros, inocentes e assustados. Marvyn apertou e eu dosei.
Estávamos nos preparando para sair na recoluta das que faltaram, quando... (fim da folha extraviada).
2 comentários:
Gostei! vais ter que lançar mão da memória e escrever um pouco mais...
Mazááá´tio Ciço véio.
Abração loco véio! Ta de fundamento o Blog.
Sucesso e tudo de Bueno.
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