Eu prefiro a mulher
que me chama de "véio",
me chama pra perto,
me faz suspirar.
Eu prefiro a mulher
que diz que me ama,
que acende a minha chama
sem nem me chamar.
Eu prefiro a mulher
que me inspira o poema,
que às vezes faz cena
com cara de esperta.
Eu prefiro a mulher
que me oferta guarida
que me mostra a vida
de cuca aberta.
Eu prefiro a mulher
que me entende de longe,
que me beija aonde
minha cabeça estiver.
E nem que vire em versos
toda a pureza dos santos
conseguiria explicar quanto
eu prefiro esta mulher.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Girassol - I

O Mar e o Menino
Era surpreendente, grandioso. Aliás, não parecia tão extenso quanto realmente o é. Tinha uma voz profunda, porém singela, que penetrava a alma e as veias do menininho que, pela segunda vez, presenciava tal mistura de emoções.
Não sabia o menino o que pensar. Era impossível elaborar uma idéia, um conceito, quanto à tamanha beleza. Tampouco poderia simplesmente brincar na praia, mergulhar no fabuloso mundo marinho à sua frente. E ali ficou. Extasiado. Queixo caído. Paralisado, qual uma pedra das que habitam estes ambientes litorâneos. Deixava, novamente, o mar molhar suas retinas, mas, não tinha – talvez - coragem suficiente para envolver o resto do corpo e da alma nesta atividade causadora de sensação tão mística e poderosa.
Tinha, tal criança, olhos inocentes, barba falhada e um, ou dois, fios de cabelo branco na cabeça. O mar, cabelos negros e o sorriso mais lindo, envolvente e ensolarado que aqueles olhinhos inocentes já haviam percebido.
Era surpreendente, grandioso. Aliás, não parecia tão extenso quanto realmente o é. Tinha uma voz profunda, porém singela, que penetrava a alma e as veias do menininho que, pela segunda vez, presenciava tal mistura de emoções.
Não sabia o menino o que pensar. Era impossível elaborar uma idéia, um conceito, quanto à tamanha beleza. Tampouco poderia simplesmente brincar na praia, mergulhar no fabuloso mundo marinho à sua frente. E ali ficou. Extasiado. Queixo caído. Paralisado, qual uma pedra das que habitam estes ambientes litorâneos. Deixava, novamente, o mar molhar suas retinas, mas, não tinha – talvez - coragem suficiente para envolver o resto do corpo e da alma nesta atividade causadora de sensação tão mística e poderosa.
Tinha, tal criança, olhos inocentes, barba falhada e um, ou dois, fios de cabelo branco na cabeça. O mar, cabelos negros e o sorriso mais lindo, envolvente e ensolarado que aqueles olhinhos inocentes já haviam percebido.
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