Se alguém me pedisse, um dia, para definir o real sentido da palavra “pecado” eu hesitaria à tarefa de conceituar e exemplificaria logo: a coceira. Coçar é um pecado com cobrança em curto prazo, aí está a diferença.
Um casal descansa após um almoço de quinta-feira:
- Coça aqui, amor?! – diz a mulher apontando para o meio de suas espaldas.
- Claro. Assim? –
- É, é. Bem aí. Isso. Segue assim. Não pára, “môr”! Fez algum curso pra coçar assim?
- Não, não, eu acho... – responde (ou não) o marido assustado.
- Não vai coçar ninguém assim por aí, hein? Isso! Mais forte, vai.
- Ta ficando meio estranho isso, Ângela.
- Ta muito fraco, amor! Sai.
A mulher torna-se agressiva. Vai até a televisão, arranca a antena com raiva e coça. Coça loucamente. É a última coisa que fará em sua vida, ao menos é o que representa. Ela não pode parar de coçar. Então, de repente:
- Aaaaaaaah! – ela urra com uma dor indescritível.
- Que houve?!
- Ai, acho q machucou, “môr”!
Que pecado, não?!
Imagino que os tais pecados sejam assim. As coisas que nos fazem sentir prazeres inenarráveis nos farão sofrer no mármore do inferno. Aliás, se não for assim, eu ficarei muito chateado, muito mesmo.
A solução não está em não pecar, não coçar. Mas, sim, como já disse o caríssimo escritor gaúcho, Luiz Fernando Veríssimo, o problema é “não saber onde parar”.
Agora, pára de ler essa asneira e me dá uma coçadinha aqui nas costas? Só pára antes que eu vá pro inferno, por favor.
4 comentários:
uhahuauhahuahuahua
tu é meu "demaisss"
adorei,e deu coceira,só de ler
oO juuuro!! deu!
oiahsoiaeoisaaioeshoie
Muito bom!! ;)
pecar e coçar...é só começar!!! Hehehhe!! Beijocas
Maria
Muito boa essa!
Coça bem no lugar certo!
Na medida, pouquinho antes doo inferno! No melhor ponto.
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